Um exemplo lindo trouxe de volta a alegria da corrida de rua ao atleta cego João Alves do Santos
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| 1ª Corrida da Fisioterapia e Terapia Ocupacional Run Therapy; 26 de outubro de 2025 Vila Velha/ES. Com a camiseta verde vibrante e o número 57 no peito, a dupla João Alves (atleta cego) e seu guia Angelica Costa, correram juntos. |
Um exemplo lindo trouxe de volta a alegria de correr ao atleta cego João Alves
Um exemplo lindo de solidariedade trouxe de volta a alegria do atleta cego João Alves do Santos (Vila Velha - Espirito Santo), de poder correr novamente na rua. O atleta João Alves, em 1988 em um acidente de trabalho, perdeu a visão de um olho cinco anos depois a lesão piorou, perdendo a visão do outro olho, ficando cego. O que era para ser o fim, uma vida sem rumo, foi o começo para mudança de vida e superação!
História de vida do atleta João Alves
Em 1995, João Alves, conheceu o Instituto Luiz Braille do Espírito Santo, onde começou a praticar o futebol para cegos e mais adiante o goalball. Alguns anos depois, João conheceu o projeto que existia no IFES, Campus Vitória, do Programa Inclusão; conhecido na altura como Projeto Paradesporto (hoje Fórum de Inclusão Esporte e Lazer FIEL). No projeto João passou a praticar o atletismo em provas de pista (corrida - fundo), corrida de rua, maratona e ultramaratona. Teve colocações importantes nas provas de corrida em pistas, corridas de rua e ultramaratona 12 horas do ES (Campeão ultramaratona 2015 – Prova 12 horas de corrida do Exército - 308º Batalhão).
Com fechamento do projeto no Ifes - Campus Vitória, no período da pandemia, onde João Alves treina atletismo, afetou de forma negativa, não só a vida de João Alves, mas também muitos atletas, professores, apoiantes e entidades atendidos no Programa Inclusão. João perdeu a possibilidade de treinar corridas desde este período, tendo de se dedicar aos treinos na escada de casa e praticando goalball e futebol para cegos, pela União de Cegos do Espírito Santo - UNICEP.
Conhecido por sua superação e praticar três modalidades (Atletismo, Futebol de Cegos e Goalbaall) … chamávamos de homem de aço… gosta muito de correr … um encanto de pessoa e paciência. O projeto ajudou muitas vidas a se encontrarem no esporte, agregando oportunidades, vivências, superação e transformação. João passou boa parte de sua vida correndo na pista do Ifes, o que lhe permitia segurança.
Devido sua condição de cegueira e oportunidades de poder treinar com guia na pista e encarar grandes desafios, como por exemplo, participar em ultramaratonas. Ao mesmo tempo ajudou a compartilhar sua experiencia de vida, motivar as pessoas expressando que sempre existe um amanhã e o que parece ser um fim, pode ser uma grande oportunidade de recomeço…. de transformação para uma nova vida!
Como se deu a oportunidade de guiar o Atleta João Alves
Nos últimos dois anos sem guia, João recebeu uma boa notícia no mês de setembro deste ano de 2025. A fisioterapeuta Angélica Costa, que morava em Iconha, mudou-se para Vitória, procurou o Fórum de Inclusão Esporte e Lazer – FIEL e se colocou à disposição para guiar atletas. A fisioterapeuta e também atleta, guiava alguns atletas em Iconha e sua vida para Vitória, trouxe novas esperanças e oportunidades na vida de João Alves. Posso dizer não só para João Alves, mas para ambos.
Ser atleta guia é como ser olhos do outro, é poder partilhar e ao mesmo tempo aprender. É uma vivência linda, e quem já passou por esta oportunidade de ser guia, sabe o quanto crescemos como ser humano e o quanto aprendemos! João Alves e Angélica Costa, já começaram os treinos e já puderam participar de uma corrida juntos.
1ª Participação de Angelica como guia do Atleta com cegueira João Alves
Participaram da corrida RUN THERAPY no ES, que foi realizada na manhã deste domingo, 26 de outubro, em Vila Velha. A corrida foi promovida pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 15ª Região (Crefito-15), em parceria com o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). O percurso foi de 5 KM, a largada e a chegada foram na Praça do Ciclista, em Itaparica, Vila Velha.
O evento contou com a participação de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, estudantes de fisioterapia, terapia ocupacional e a comunidade em geral. Para João e Angélica foi muito lindo e importante esta corrida. Sendo o começo de muitas conquistas! Foi a 1ª edição da corrida RUN THERAPY no Espírito Santo. Ver a alegria de João de poder correr novamente e se sentir incluído é gratificante e emocionante! Ser luz de alguma forma, é um passo para construção de um mudo melhor é começar em mim!
Em suas palavras Angélica Costa expressa: A acessibilidade é algo importantíssimo e é um direito de toda pessoa com deficiência. Isso porque, ao proporcionar que as pessoas possam circular e vivenciar muitas das experiências corriqueiras, que outras fazem sem muitas das vezes darem importância, realmente nos tornamos uma sociedade inclusiva e comprometida com a realidade social. Hoje, foi um dia bonito! Depois de muito tempo, voltei para as provas de rua como guia e pude fazer alguém feliz!

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